1 Plano
Como balancear em 1 plano sem e com medição de fase — o coração do balanceamento em campo.

5.1 Quando usar 1 plano?
Nem todo rotor precisa de 2 planos. A regra de ouro é geométrica: se o rotor é fino como um disco, o desbalanceamento se comporta como uma única força. É estático, não conjugado.

5.2
Método dos 3 Pontos (sem fase)
Para quem só tem vibrômetro simples, sem tacômetro ou fototac. Você usa apenas amplitude em mm/s. A ideia é geométrica: o efeito da massa de teste é um círculo no plano polar. Três posições diferentes dão 3 círculos cuja interseção revela o desbalanceamento original.
Requer 4 partidas no total (Original + 3 testes). É trabalhoso, mas salvou gerações de balanceadores.


5.3
Método Vetorial (com fase) — o profissional

5.4
Exemplo Real Completo Calculado



5.5
Diagrama Polar — desenhando no papel

5.6
Erros que estragam o método


Depois de corrigir — e se não atingiu ISO?
Após colocar a correção, rode novamente e meça o residual. Compare com ISO 1940 / ISO 21940 para o grau G desejado (G6.3 para ventiladores, G2.5 para bombas). Se ainda está acima, faça trim balance: use o residual como novo O e repita o método vetorial — agora a correção será pequena, de ajuste fino. Normalmente 1 trim resolve.

CAPÍTULO 6
Balanceamento em 2 Planos
Quando 1 plano não basta — método dos coeficientes de influência

6.1 Quando usar 2 planos?
Um rotor é longo quando L/D > 0,5 — comprimento entre planos maior que metade do diâmetro. Nesses casos, o desbalanceamento não é só uma força, é um binário. Você tem dois vetores desbalanceados em fases diferentes, gerando momento fletor no eixo.

O sintoma clássico de dynamic unbalance: vibração alta nos dois mancais com fases opostas (~180° entre O1 e O2). Se você corrige só 1 plano, a vibração migra para o outro mancal. Isso é o cross-effect — a correção em um plano influencia os dois mancais.

6.2
Princípio dos coeficientes de influência
No 1 plano você tinha um único α = (T-O)/Mt. Em 2 planos você tem 4 coeficientes complexos — cada massa de teste influencia os dois sensores.

6.3Cálculo das correções
Após os testes, queremos que a vibração final seja zero. Superposição linear (válida para rotor rígido):

6.4 Procedimento passo-a-passo em campo (4 partidas)

6.5 Exemplo real — ventilador duplo-entrada 1200 kg, 900 RPM
Raio de correção 300mm nos dois lados. Massa de teste 50g @ 0° (ref. no eixo). Filtro 1X, fase do fototaco.

6.6 Dicas de campo — 2 planos

6.7 Quando não funciona

CAPÍTULO 7
Rotores Flexíveis e Ressonância
Quando o rotor não é rígido — o que muda no balanceamento
7.1
Rotor rígido vs. flexível
Adistinção não é sobre material, mas sobre comportamento dinâmico. Pela ISO 21940-11, um rotor é considerado rígido quando sua primeira velocidade crítica está pelo menos 25% acima da velocidade máxima de operação. Se opera perto ou acima da crítica, é flexível — e flexiona.
Na prática, o rotor rígido mantém sua linha elástica praticamente reta durante a operação. O flexível, não: ele se curva, e essa curvatura muda com a rotação.


7.2
Modos de vibrar
Um rotor flexível não vibra de um jeito só. Cada velocidade crítica excita um modo — uma forma específica de encurvamento. Para balancear, você precisa corrigir o modo que está sendo excitado.

7.3 Crítica e amplificação


7.4
Métodos para rotores flexíveis

7.5
Cuidados práticos

7.6
Exemplo prático — eixo de 3 m

CAPÍTULO 8
Estudos de Caso Industriais
5 casos reais de campo — o que fiz, o que medi, o que errei e o que aprendi
1800—3600 RPMISO 10816 • G6.3 / G2.5Campo
Teoria sem chão de fábrica é palpite. Estes cinco casos foram coletados entre 2018 e 2023, com analisador de 4 canais, tacômetro laser e balança de precisão. Todos com erro meu no meio. É nos erros que a norma faz sentido.






Checklist de 10 minutos antes de balancear

Capítulo 9 — Final
Laudo e Relatório
Técnico
Transforme técnica em documento que prova qualidade — modelo de laudo profissional.
9.1
Por que laudo vale mais que balanceamento?
O cliente não paga por grama colocada. Ele paga por máquina funcionando dentro da norma.
Balancear sem documentar é deixar o serviço invisível. O laudo transforma um trabalho físico em prova técnica. É ele que o auditor vê, que o gerente de manutenção arquiva e que o próximo técnico consulta.

Um bom laudo responde três perguntas em 30 segundos: qual era o problema, o que foi feito e qual o resultado normativo. Se não responde, é relatório, não é laudo.
9.2
Modelo de laudo completo
Modelo profissional, pronto para imprimir e preencher em campo. Estrutura validada para auditorias ISO 9001 e auditorias de cliente.



9.3
Como calcular U_per no laudo
O U_per é o coração normativo do laudo. Sem ele, você fala em mm/s. Com ele, você fala em ISO 1940.

9.4
O que incluir para auditoria

9.5
Garantia e responsabilidade técnica

9.6
Checklist de entrega final

Fim do livro
Obrigado por chegar
até aqui.
Você começou este livro procurando gramas e fases. Termina com um documento que prova qualidade.
Balanceamento bem feito não é sorte, é método. Laudo bem feito não é burocracia, é respeito pelo seu trabalho e pela máquina do cliente.
Que seus rotores girem redondos, seus gráficos polares fechem dentro do círculo e seus laudos nunca sejam contestados.
Bom trabalho.